segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Cantas bem mas não me encantas...



No passado sábado, Hillary Clinton anunciou a sua intenção de se candidatar à presidência Americana no próximo ano. A comunicação, apesar de previsível, foi feita de maneira algo ortodoxa, assumindo contornos "boliqueimicos", visto ter sido realizada através da internet, pelo seu site oficial. A maioria das sondagens dão-na como vencedora das primárias do partido democrata e, consequentemente, como provável candidata por este partido. Apesar de conhecer por dentro os meandros da política na 1600 Pennsylvania Avenue, visto ser casada com um ex-presidente que serviu 2 mandatos, há qualquer coisa nela que não me convence...
Não sou machista, nem nada que se pareça, por isso não é pelo facto de se tornar a 1a mulher "chefe do mundo livre" (visto que os republicanos irem, quase de certeza, levar na pá - a menos que convençam o John McCain a candidatar-se, mas não me cheira) que a sua candidatura me causa dúvidas. Talvez pela sua maneira frígida de ser (acreditem, procurei melhor palavra que esta, mas parece cair que nem uma luva!!), pela insensibilidade demonstrada quer aquando do caso do charuto&nódoa (nunca gostei de "Caso Lewinsky", parece algo tirado do "Law&Order"), quer agora como senadora, ou mesmo um chamado "gut felling", há ali qualquer coisa que.... não sei.
Agora, se fosse americano, membro do Partido Democrata, não tinha duvidas acerca do meu voto: Este recairia sem margem para indecisões sobre o senador Barack Obama. Este "jovem" Afro-americano (já não se pode dizer preto, especialmente em coisas que se relacionem com os US of A) é a minha esperança para os próximos 8 anos de política externa americana e, quer gostemos ou não, das relações internacionais. Gosto do gajo, pronto. Não sei porquê.
Talvez por ser bem mais jovem que Hillary, por ser mais dinâmico no Senado (em 2 anos participou em vários projectos-lei, incluíndo muitas reformas do sistema de segurança social americano, desvio de fundos para a investigação científica e apoio a pessoas infectadas com HIV/SIDA; Hillary, cujas principais actividades senatoriais se prendem com a segurança interna, deu o seu aval ao pedido de fundos de Bush para a guerra no Afeganistão e Iraque, assumiu que a situação neste país está a melhorar, e que concorda com uma retirada lenta do Iraque - tá mal, se tá o caos que está, não deviam sair de lá até aquilo ser parecido com pelo menos o Ingote. Fora destes assuntos, as suas actividades de maior relevo prendem-se com (ai que jovem!) videojogos, nomeadamente o seu conteúdo potencialmente nocivo...)

Poderão nesta fase perguntar "Isto é tudo muito giro, mas que raio tem isso a ver com as lesmas que encontrei ontem quando limpava o cú a uma folha de couve comprada num minimercado de Sta. Comba Dão??" Como temos visto ultimamente (Iraque, Kyoto, combustíveis, Guantanamo, etc...), se se mexe, tem a ver com o país do Tio Sam...
Esperemos para ver quem sairá por cima, embora seja uma corrida que parece ter um vencedor (neste caso, vencedora) antecipado. Pode ser que não.

1 comentário:

JoãoGaspar disse...

claro que és machista.

e o afro não tem hipótese. em última análise: é mais novo portanto daqui a 15 ou 20 anos (contando com ciclo democrata - republicano - democrata) ainda é candidatável.