segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Juro que um dia ainda o faço...

É tão irritante. "Então, um rapaz tão bonito e bem educado e ainda não está casado? Ah, de certeza que já não demora..." Dizem as velhotas que deste mundo percebem mais do que eu, certamente.
Juro que vou começar a responder na mesma moeda, mas só que em funerais: "... já não demora, a seguir é você!"

Momento "polir o ego"...


domingo, 30 de agosto de 2009

Back to basics...


Back to the classics. A eleita melhor música de Rock do séc. XX, Black Sabath "Paranoid". A voz perturbadora de Ozzy Osbourne, a guitarra do riff-master Tony Iommi, o baixo cavalgante do Geezer, a percursão supreendente do Bill Ward...
Uma letra simples, e eficaz:
Finished with my woman 'cause she couldnt help me with my mind
People think Im insane because I am frowning all the time
All day long I think of things but nothing seems to satisfy
Think Ill lose my mind if I dont find something to pacify

Can you help me occupy my brain?
Whoah yeah

I need someone to show me the things in life that I cant find
I cant see the things that make true happiness, I must be blind

Make a joke and I will sigh and you will laugh and I will cry
Happiness I cannot feel and love to me is so unreal

And so as you hear these words telling you now of my state
I tell you to enjoy life I wish I could but it's too late

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Como cativar um leitor...

Por José Saramago:
"O ser humano inventou Deus e depois escravizou-se a Ele."

Novo romance, intitulado "Caim".

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Mais uma pérola...


Do cinema alternativo. Em dia de estreia de mais um filme do meu realizador favorito, não podia deixar de aqui colocar uma homenagem ao cinema americano. Vou já procurar este na Fnac:

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Parece que afinal...

Vou comprar um álbum físico este ano...

Há também esta e esta, para quem estiver interessado.

Entre papas e putas...

Claro, repórteres atropelados. Eu sabia esta, mas não me lembrei na hora do exame.

Momento idiota do dia, parte 2...

Isto de levar com uma falésia em cima é coisa para estragar umas férias, não?

Momento idiota do dia...

Ao folhear a Visão em busca da anunciada (na capa) entrevista ao Tarantino, deparo-me com uma pérola da Paris Hilton portuguesa, a Carolina Patrocínio:

"Só como cerejas se a minha empregada lhes tirar os caroços."

Bem, podia com isto fazer uma dezena de piadas porcas, javardas mesmo, de baixo nível. Vou deixar isso para os comentários.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Podia ter sido eu...

Mas houve quem tivesse a ideia primeiro...

Fuckin' priceless...

Veta-me este!

Sinceramente, não compreendo o motivo para tal afastamento entre Belém e S. Bento. Uma ligação institucional tão forte que até os Gatos gozaram com a situação (em mais um momento brilhante do RAP).
Serão só as eleições? Será por ser a sua amiga Manelita das Pérolas a concorrer contra o seu ex-amigo?
Este último veto, à lei das uniões de facto, choca-me particularmente. Em nome de uma agenda política (que ainda estaremos para conhecer; se alguém conhece o programa eleitoral do PSD, que me avise, que ainda não ouvi nada, e o que ouvi deu para rir), brinca-se e hipoteca-se o futuro de vários milhares de portugueses. Com que direito uma união de facto não deve ter os mesmos direitos que um casamento consagrado?? Só porque a igreja diz que não? A resposta do PP foi própria de um desvairado elitista e homofóbico, enfim, nada de novo. A esquerda lamentou, e o PSD esteve calado, o que me pareceu sensato, uma vez que para dizer merda, mais vale não falar...
Eu falo, e cada vez mais admiro com incredibilidade a noção que a classe política não serve os constituintes, mas sim os seus próprios interesses e dos seus lobbys de eleição...

Enfim, cada vez mais me lembro das minhas palavras (aparentemente proféticas) quando revelei que ia votar no Alegre: "O Soares ainda vai f*der tudo." Não sei se ele fazia melhor, ou se também compraria guerras com o governo (como tem gostado de fazer ultimamente), mas pelo menos sabe comer bolo rei de boca fechada.

domingo, 23 de agosto de 2009

Filho... da... PUTA!

Já sabia que a música Aesthetics of Hate, dos Machine Head, era uma resposta do guitarrista/vocalista Robbie Flynn a um artigo de um idiota conservador americano que rejubilou com o assassinato de "Dimebag" Darrell, um guitarrista de uma banda de que, sinceramente, também não sou fã (Pantera).
Lembrei-me hoje de ler o artigo. E, diabos me levem, se também não fiquei furioso. Grandessíssimo idiota, filho da puta, e outros nomes menos lisonjeiros passaram pela minha mente enquanto lia este relatório de ódio, preconceito e pura ignorância.
Sempre achei a letra da música algo exagerada, mas ao ler o texto não pude deixar de experimentar uma revolta semelhante.
Para quem quiser saber do que falo, o texto está aqui, a música aqui e a letra da mesma aqui.

É por estas e por outras que cada vez tenho menos fé na humanidade....

O melhor refrão...

Que alguma vez ouvi:

This is a call to arms,
Will you stand beside me?
This is our time to fight
No more compromising
And this blackened heart will sing
For sad solidarity

Halo over our demise
Following a god so blind
Shallow in their sickening
Swallow not, the shit they feed

This is a right to life,
Not the Religious Right's act
This is abortion's knife,
Aiming at the wombs of
The Christian conspiracy
See open thine eyes and see, the

Halo over our demise
Following a god so blind
Shallow in their sickening
Swallow not, the shit they feed

Our time will come, our time will come
Our time is now, our time is now

And I won't pray for you

Halo over our demise
Following a god so blind
Shallow in their sickening
Swallow not, the shit they feed

The words will never hold us down
Prayers won't be spared on you
Satisfaction denied
'Til you're dead and gone
Gone
Dead and gone!
You're gone!

sábado, 22 de agosto de 2009

Provavelmente...

A capa de um livro mais ridícula de sempre:

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O que fazer...

Quando vamos ao lado de um idiota num avião? Nada temam, meus queridos, estou aqui para aliviar as vossas dores. É só seguir estes simples passos:
  1. Peguem no vosso portátil
  2. Lentamente, abram-no.
  3. Liguem-no.
  4. Tenham a certeza que o idiota está a prestar atenção. Ponham uma cara de stressado.
  5. Liguem-se à internet.
  6. Fechem os olhos com força, e murmurem uma reza imperceptível e numa língua esquisita.
  7. Abram os olhos, em direcção ao céu.
  8. Respirem fundo e vão até a este site.
Agora admirem a cara do idiota. O voo acabou de ficar bem melhor, não?

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Keywords...

Recomendo vivamente:

I certainly honestly believe that religion is detrimental to the progress of humanity.

The plain fact is religion must die, for mankind to live. If you believe the world will come to an end and you'll be taken to a better place, doesn't that steal you your will to make this world a better place?

Faith means making a virtue out of not thinking.

The only appropriate aproach for man to have about the big questions is not the arrogant certitude that is the hallmark of religion, but doubt. Doubt is humble and that's what Man needs to be, considering that history is just a litany of humans getting shit dead wrong.

And those who consider themselves only moderately religious really need to look in the mirror and realize that the solace and comfort that religion brings you actually comes at a terrible price.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Malta...

Como é que falhámos esta terra na nossa roadtrip??

O Pedro e o Alex haviam de ter delirado!

domingo, 16 de agosto de 2009

Were we go again...

Mais um ano começa. Mais uma ronda de novidades repetidas, de repetições de novidades. Mais do mesmo, mais do novo.
Same old, same new. A antecipação pelo desconhecido, o conforto da familiaridade, a ânsia pelo risco, o carinho da segurança.
Sinto-me feliz, sou feliz. Contudo, sou assaltado constantemente por uma ânsia de mudar, arriscar, saltar, voar. A inquietude que desprezo em mim dá-me ânimo e coragem para arriscar, para descobrir uma melhor situação que nem sempre sei se quero experimentar.
A segurança dos clássicos, a desilução com as novidades. O enfado com o antigo, a exitação com o novo. A new day, a new prospect, so they say. Carpe diem, digo eu. A fucking day at a time. Sem planos, sem gostos, sem vontades. Apenas aproveitar o que me passa à frente dos olhos. Sina do conformado, felicidade do encostado.
Mais do mesmo, com pequenas nuances. Nunca amando, só gostando. Nunca odiando, só ignorando.
A vida tépida, o cigarro a meio. Um cigarro por cada vez que perdi a coragem de falar, de agir, de... Não é o vício, não é o prazer, é a companhia, é o ocupar da mente. É o desprezar da realidade por 5minutos, depois penso nisso, perdi a oportunidade? Depois penso noutra, enquanto tiver tabaco, não deixarei de sonhar.
Não ambiciono conhecer tudo, entender de tudo, falar de tudo. Não sei o que ambiciono, mas nos prazeres que experimento, tento capturar a sua essência, como se fossem peças de um puzzle a que se poderá um dia chamar o meu ser. Há peças que ninguém viu, algumas nem eu as vi. Outras foram modificadas pelo destino, ilustrando agora uma imagem bem diferente do que poderia ser.
Adoro a minha vida, e ao mesmo tempo sofro atrozmente com ela. Sou de extremos, toda a gente o sabe bem. Normalmente no pico superior, mas a cada pico sucede-se inexoravelmente um vale, para novamente ascender. A média? Um calmo e linear horizonte, sem altos nem baixos. Nunca amando, nunca odiando. É assim a vida de quem não ama e que ao mesmo tempo gosta demais.
Cada vez melhor a lidar com as mesmas situações, admirando-se sempre de cair nos mesmos erros. Desta vez será diferente, diz este; agora é que é, diz o outro. E sem convicção, ele avança para o palco, para descobrir que não sabe o seu papel. E no entanto, improvisando, até arranca aplausos. Não é uma ovação, mas também não é isso que deseja. Apenas uma morna aprovação, nem mais, nem menos. Nunca mais, nunca menos. Sem chatices, sem felicidades.
Acendo agora o último cigarro do dia, preparo o despertador. A rotina do diário, same old, same new. Letting the water flow, trying not to get too wet.
Desencontros sucedem-se, a colisão perfeita sempre adiada. O protão e o electrão, sempre ligados, sempre sem se encontrarem. Same shit, every single time. A alma dos homens de Sagres diluiu-se neste espécime, não há gosto pelo desconhecido, pela novidade. Apenas o conforto do conhecido, nunca mais, nunca menos. Se não fosse a ocasional libertação orgásmica diária pela música, não sei o que seria desta cabeça. Como consegues ouvir isso, é horrível! Dizem eles. Como é possível não o ouvir, pergunto eu? A violência, a brutalidade, a energia, o negro dão-me força, mais do que é possível compreender. O belo comove-me, mas deprime-me. É fácil cantar sobre amor, é difícil isso dizer-me algo.
Pego num livro, vejo um filme, contemplo arte, percebo o mundo pelos olhos de outros. Pelos meus, parece sempre o mesmo, excepto naqueles momentos em que os décibeis me arrancam do marasmo e me levam ao nirvana.
Como o outono se sucede ao verão e a primavera ao inverno, vamos vivendo ou sobrevivendo, tentando deixar a nossa marca. Esforço-me para que seja indelével, algumas vezes não a marca mais agradável. Não me podia importar menos, desde que ela perdure.
Escrever um livro, plantar uma árvore, ter um filho. Clichés de quem não tem destino na vida. Ambiciono tudo, não desejo nada. O marasmo da novidade, a excitação da rotina.

Mais um ano começa, venha ele. Estou preparado.

Of the beauty...


E quando se apercebeu
que tudo aquilo não podia ser captado
no espaço de uma vida
tudo o resto pareceu triste a seus olhos